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Relatos de Parto

Amanda: Nascimento do Autran - Parto Normal (VBAC)
Nascimento do Autran - Parto Normal (VBAC)

Sempre que me perguntam como foi meu parto, eu respondo: "foi intenso". Simplesmente não consigo pensar em nenhum adjetivo melhor que esse.

Já havia falado um pouco aqui sobre minha escolha de ter um parto natural. mas jamais falei da mini odisseia que foi conseguir ter um. até tentei, mas o post ficou tão grande e tão cheio de digressões que desisti. simplesmente não consigo por numa ordem "cronológica" minhas ideias, como e quando tudo começou. Fato é: eu quis um parto natural. e fui atrás.

Corri de médicos, fiz muita cara de alface, chorei muito (durante o banho, no colo do moisa, nos grupos do facebook) e li. li muito. li tudo sobre parto, sobre fisiologia do parto, matérias, estudos, artigos, até aulas cheias de termos médicos. li relatos, discussões... tudo que eu tinha era determinação e informação. Pra mim, era o suficiente.

Comecei o pré-natal na cidade onde moro. Havia decidido a fazer o parto em outra cidade, maior e mais conhecida por mim. portanto, naquele momento, não me importava muito com as consultas-relâmpago que seguiam o script vê exames, pesa, mede pressão, tá tudo ótimo, até mês que vem. não duravam nem 10 minutos.

Senti a necessidade de trocar de médico quando, num momento inédito de diálogo, comentei que minha primeira gestação tinha durado mais de 40 semanas. o senhorzinho japonês e sistemático, com fama de parteiro, rebateu com "não precisa esperar tanto assim". se ele, que tinha fama de só fazer parto normal, pensava dessa forma, imagina o resto. Era o sinal. Se eu queria mesmo parir, precisava correr. E fui, de consultório a consultório, de frustração a frustração, até cair na sala quentinha do dr. rudey.

Entre a procura e o achado, contratei uma doula. A minha se chamava Renata. Sabia da importância, sabia que sozinha não aguentaria. Precisava de uma referência, de um colo pro mimimi gravídico-ativista, de leituras e de alguém calma e com experiência ao meu lado. Toda grávida precisa, na verdade. Doula não faz só massagem e segura sua mão. Ela te guia quando você não acha seu caminho.

Viajei mais de 300 km pra consultas e exames. Todo santo mês. Quando a luana entrou de férias escolares (11/07), me instalei na casa dos meus pais sem previsão de retorno. Minha DPP (data provável do parto) era dia 21 de julho. mas eu estava careca de saber: pode vir antes, pode vir depois, muito depois. dpp não é data de validade. E esperei, calmamente, inchada, cansada, exausta e dolorida. Minhas noites eram em claro, com uma dor terrível no quadril e virilha.

O tempo passou, dia 21 passou e nada. Moisa teve que voltar pra casa, pro trabalho. Eu e Luana ficamos na espera. 

Chegou a semana mais fria do ano, neve em algumas cidades e eu só pedia pro meu bebê aguardar mais um pouquinho, seria ruim demais ele chegar naquele frio, pra nós dois.

Ele foi bonzinho e obedeceu. Mas não por muito tempo...

 

Para ler o restante na íntegra, clique aqui.

 

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