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Relatos de Parto

Carla: Nascimento da Betina: Parto após cesárea na Holanda
Nascimento da Betina: Parto após cesárea na Holanda

As contrações ritmadas começaram no dia 14/07, à 1hr da manhã de um domingo, (às 40 semanas + 6 dias de gestação)  eu fiquei em casa com meu marido e minha Doula me dando suporte e encorajamento até às 17hrs quando fomos para o hospital, (meu plano era ficar em casa o máximo possível e chegar no hospital quando a dilatação já estivesse acima de 5 cm) e às 3:39 ela nasceu, veio direto para o meu peito, super esperta, olhando em meus olhos.... esperamos o cordão parar de pulsar e meu marido cortou! Toda dor passou assim que ela nasceu, eu fui tomada de uma alegria e excitação tão grande que duraram umas 24hrs, nem conseguia dormir..hahaha...A Betina foi pesada, recebeu vitamina K em gotas no hospital, seu primeiro banho foi dado em casa pelo papai! Comi um sanduiche com chá logo após o parto, tomei banho sozinha. Após menos de 3hrs eu me senti bem para ir pra casa e fomos, levando nosso novo presente de Deus! Estou muito feliz, realizada e fiquei muito satisfeita com todo atendimento pré natal, durante o parto e pós parto aqui na Holanda.

Durante o pré natal eu fui acompanhada por Enfermeiras Obstetras, que me acompanharam uma vez por mês até as 36 semanas de gestação, a partir daí eu fui acompanhada pela equipe de Ginecologistas do hospital que eu escolhi, pois como no meu caso se tratava de um VBAC, eu não poderia ter parto em casa ou em casa de parto. Quando não se trata de VBAC ou gravidez de risco as EOs continuam dando atendimento e fazem o parto sem a presença de ginecologista e se a mulher preferir pode ser em casa ou casa de parto. As consultas são simples, não há ultrassons todos os meses e um monte de exames de sangue, cardiotoco, etc, (como acontece no Brasil) quando a mulher é saudável e não tem nenhuma queixa.

No hospital todos estavam empenhados em me ajudar a alcançar o meu parto normal, e atenderam todos os pedidos que eu expus no meu plano de parto. Meu objetivo era ter um parto o mais natural possível e humanizado. Pude usar a bola, ir para o chuveiro, ir para a banheira, caminhar durante todo o TP e tive tudo o que eu queria. O parto hospitalar acontece num quarto aconchegante e confortável, (nada de centro cirúrgico) a equipe vem quando é preciso e deixa a parturiente sempre muito à vontade quando tudo vai bem.

Meu trabalho de parto foi longo, foram quase 27 horas desde o início das contrações ritmadas (a cada 8-10 minutos), elas não cessaram em nenhum momento e foram aumentando. Eu havia dormido apenas 3 horas na noite anterior e não consegui comer durante o TP. Eu pedi um analgésico após quase 24hrs do início do TP (petidina) para conseguir relaxar e dormir durante as contrações que não cessaram mesmo após a medicação. Isso me ajudou a ganhar um pouco de energia e seguir em frente.  Meu marido esteve comigo o tempo todo me dando carinho e me encorajando quando eu pensava que não iria mais suportar. Posso dizer que sem o apoio dele eu não teria conquistado meu VBAC. A presença da minha Doula, Sophie também foi essencial, ela fez um trabalho maravilhoso, com a sua experiência ela nos trazia força e segurança em todo momento.  Só tenho a agradecer a Deus por ter me dado força e coragem e me presenteado com uma equipe maravilhosa!

A contratação de uma Doula experiente, com quem eu criei um vínculo desde a preparação para o parto foi muito importante, pois no caso de um VBAC quando você vai para o hospital você é atendida pela equipe de plantão, nem mesmo a EO que me acompanhou durante o pré natal estaria presente, apesar disso eu busquei me conscientizar de que o parto é meu, independente de quem iria me atender, eu sou a responsável por ele, e a equipe do hospital foi maravilhosa.

Mesmo aqui na Holanda é preciso lutar, no primeiro hospital que eu fui visitar e apresentar meu plano de parto a equipe médica me colocou medo enfocando o risco de ruptura uterina, chegando até dizer que eu poderia escolher ter outra cesárea, foi então que liguei pra minha midwife (EO) e disse que ia buscar um  outro hospital pois aquele não iria me ajudar a conquistar o VBAC.

Quero agradecer a todas que deixaram seu relato aqui e me deram dicas, essa ajuda é muito importante. Ler muito e buscar muita informação de boa qualidade durante a gravidez é essencial para ter sucesso no parto e pós parto, foi assim que me empoderei e fui à luta pelo meu VBAC.

Meu desejo é que todas as mulheres sejam respeitadas e possam viver essa experiência divina, nós nascemos para isso, Deus nos deu um corpo perfeito que funciona, não deixe ninguém te enganar!

 

Veja o relato feito pela doula Sophie.

 

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